Bon voyage!
Escrita em 22/10/10 por admin
Artigos e ColunasViajar é: ver, saborear, vivenciar, trocar, experimentar, sentir, encontrar, acessar novas culturas, texturas, cheiros, temperos, perfumes, costumes, modas e estilos, tecidos, tempos, ritmos, sons, espaços, prédios, monumentos, ambientes, pessoas, hábitos, cores, dimensões, horizontes…

O que mais fascina e me seduz numa viagem é a liberdade que ofereço a mim mesma. Um tempo só meu que divido entre trabalho e lazer, um depois do outro, ou simultaneamente, dependendo do projeto, momento e ponto de vista.

Estar aberta e conectada ao novo, atraída pelo movimento dos corpos e estilos diferentes, roupas e trajes charmosos, chiques e elegantes, looks fantásticos, inovadores, provocativos. Cabelos coloridos, cortes intransigentes, fascínio absoluto, olhar renovado, filtrado, surpreendido e atraído pelo bom gosto do inusitado.  Ou pelas comidas, guloseimas, quitutes, doces, pães, vinhos ou cervejas, caprichos e delicadezas de especiarias exóticas e sedutoras, que trazem o sabor de novas aventuras e caracterizam as diferentes regiões. Mergulho embriagada no “barato” da viagem, como que me drogando cada vez mais, travel addicted!!  

Maravilhas da vida, estimulante sensação, renovação, oxigenação, sensações e interesses aguçados, buscar mais e mais a cada esquina, rua ou praça. E que praças! Feitas para oxigenar e respirar as cidades, numa arquitetura e design urbanos de tirar o fôlego. Assim são Paris, Berlim, Praga – lindas, magníficas, imponentes, históricas, mágicas, sedutoras. Ai, ai… Só de lembrar me vejo extasiada novamente.

Durante um mês, visitei quatro países na Europa, dez cidades! Momentos inesquecíveis que se juntam a tantos outros que já experimentei. Sortuda que sou! A viagem teve início com a minha participação no projeto www.greenmobility.com.br/tour (ver em http://mobilidadesustentavel.blog.uol.com.br/).

Visitamos cinco cidades na Alemanha e acessamos os mais avançados e inusitados projetos e soluções na área de mobilidade sustentável e desenvolvimento urbano, implementados pelos governos locais e empresas privadas. Know how e experiências que o Brasil terá que aplicar cada vez mais, não somente visando atender às exigências dos grandes eventos que sediará, mas principalmente buscando um desenvolvimento sustentável, com cidades cada vez mais verdes, limpas e com alta qualidade de vida.

Na bagagem de volta, a visita a inúmeros museus e galerias, a memória da montagem moderníssima da Ópera “Cosi fan tutte”, de Mozart, no Bayreusch State Opera em Munique, do recital de piano e canto (lieds de Schubert) como parte do Musikfest em Sttutgart, um espetáculo de dança com coreografia de Jiry Killian com o Ballet Nacional de Praga, uma performance do artista sul africano Boyzie Cekwana em Berlim e do Ballet da Ópera Nacional de Paris numa remontagem histórica (coreografias de Roland Petit, argumento de Jean Cocteau, cenários de Pablo Picasso). Inesquecível!

Alguns highlights que divido com vocês:

Berlim - Museum für Gegenwart - Museu de Arte Contemporânea - uma coleção magnífica de Joseph Beuys e seu media arquive. Impressionante também a área de 13 mil metros quadrados dedicada a coleções doadas.

Munique [/url]  - Junto da Alte (Velha) e Neue (Nova) Pinakothek a Pinakotheke der Modern compõe um conjunto imponente de prédios que alia história e arquitetura contemporânea. Com projeto do arquiteto Stephan Braunfels, o prédio é enorme e amplo, fazendo deste um dos maiores espaços dedicados à arte contemporânea na Europa.

Sttutgart[/url] - Impressionante e sedutor projeto do arquiteto holandês, Ben van Berkel, do UNStudio, o prédio é arredondado, com halls circulares, remetendo ao design de Oscar Niemeyer para o Museu de Arte Contemporânea de Niterói. Paredes internas de concreto com projeção de imagens, elevador panorâmico e forte uso de tecnologias que lembram – respeitadas as devidas proporções - o Oi Futuro no Flamengo, Rio de Janeiro. Imperdível é a visita virtual ao museu (pelo site acima).

Bon voyage!



Cristina Bokel Becker
Gestora Cultural e coordenou diversos projetos artísticos como curadora e planejadora. Relações Públicas por  vocação, atuou nas áreas de comunicação e marketing, captação de recursos e negócios em empresas variadas. Foi por sete anos Gerente de Artes e Indústrias Criativas do British Council Rio e mais
recentemente Chefe do FILME NO RIO, Escritório de Apoio ao Audiovisual da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro. Sua maior paixão pessoal é a dança - área onde mantém intensa atividade e colaboração.

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