Editorial
Escrita em 24/008/10 por admin
EditoriaisOs antigos já diziam: quem não se ajeita, por si se enjeita.  A fraqueza do setor cultural está na sua incapacidade de entender-se como um setor econômico e de mostrar sua força e coesão. Até porque a coesão não existe mesmo.

São centenas de grupos associativos, sindicatos, cooperativas e outros tipos de organização - formais e informais - que não conversam entre si, nem chegam a acordos coletivos. Cada uma está num barco diferente e por isso não conseguimos  remar na mesma direção.  Isso explica o fato de que sempre estamos nos últimos lugares de prioridade em qualquer planejamento, público ou privado.

As coisas só irão para onde queremos  se houver ação. Pressão, se não resolve sempre, ainda é o caminho possível. Lobbies, campanhas, movimentos são instrumentos legítimos da vida democrática. Fazer política no sentido mais bonito do termo é defender ideias e pontos de vista, com argumento e dados, ensinando, se for o caso.

Se não nos ouvem, não é porque sejamos pequenos. Mas talvez (e provavelmente)  porque não estejamos fazendo as coisas da forma correta. É fácil conseguir a simpatia da mídia e da opinião pública. Até os políticos, que sempre querem aparecer, adorariam estar na aba da visibilidade que a cultura tem. Afinal, fazer barulho tem sido a nossa especialidade.

Nossa matéria de capa trata deste tema que foi debatido no Colóquio Fazer e Vender Cultura, em julho passado,  e mostra que as dificuldades do setor cultural podem ser resolvidas, apesar das variedades e particularidades individuais, se, em vez de nos mantermos superados porque, afinal, somos tão diferentes, nos juntarmos em torno do que temos em comum. Importante é o que nos une, não o que nos separa.      

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