Editora, revelar, receita: tudo em 7Letras
Escrita em 16/001/10 por admin
Casos de SucessoDesde o início de suas atividade, em 1997, a editora 7Letras não apenas focou seu alvo na literatura brasileira,  como buscou revelar novos talentos, na prosa e na poesia, além trabalhar com títulos das Ciências Sociais.
Um nicho encontrado na contramão do mercado tradicional e que deu certo.
A editora tem hoje um catálogo respeitado com mais de 600 títulos; adquiriu credibilidade e prestígio exatamente pela habilidade em garimpar e revelar novos autores.
Neste agosto de 2010, a “7” lança a segunda edição de “Todos os cachorros são azuis”, romance de Rodrigo de Souza Leão, finalista do Prêmio Portugal Telecom 2009 e autor aclamado pela crítica especializada – cujo segundo livro, póstumo, foi lançado por uma grande editora. O editor e dono da 7Letras, Jorge Viveiros de Castro, já viveu essa experiência antes: “Acontece de o autor, depois de ter seu talento reconhecido, ser publicado por uma editora maior. Faz parte, fico feliz pelo escritor”, resigna-se.






Revelar

Entre autores da casa que despontam no mundo literário estão Ítalo Ogliari, Lívia Sganzerla Jappe (finalista do prêmio São Paulo de Literatura), Ronaldo Costa Fernandes (Prêmio Literário ABL 2010) e Heitor Ferraz Mello (Prêmio Portugal Telecom).
As premiações, juntamente com críticas favoráveis e resenhas nos suplementos literários, atestam a qualidade dos autores e dão visibilidade à editora. Embora orgulhoso da trajetória da empresa e do prestígio adquirido, Jorge Viveiros admite com sinceridade: “Adoraria participar de um leilão, ir às feiras internacionais, mas simplesmente não tinha como. Então a escolha era mesmo apostar nos novos, e entre eles, nos melhores”.  
Jornalista, escritor e livreiro, Jorge criou a editora sozinho, selecionando os originais aos quais tinha acesso e utilizando as ferramentas eletrônicas que tinha à disposição para facilitar seu trabalho –  programas de editoração eletrônica e tratamento de texto e imagem, assim como as ferramentas gráficas para impressão em pequenas tiragens.  Hoje comanda uma equipe de dez pessoas, mas ainda faz questão de acompanhar ao máximo todo o processo de publicação.

Receita

A receita para o reconhecimento? “Trabalho, trabalho, trabalho”, pontua Jorge. Diante da falta de capital, o maior investimento foi o trabalho intenso. Depois de algum tempo de atividade, a editora passou a ser uma referência para nos novos autores, já que o mercado raramente oferece oportunidade para os iniciantes: “Todo mundo quer comprar pronto. Mas se a gente trabalhar apenas com o sucesso garantido, a literatura deixa de existir”, afirma Jorge.







Assim, a 7Letras criou espaço para novos escritores ao apresentar mais flexibilidade nas tiragens, que são discutidas com os autores. A compra de uma parcela da tiragem por parte do autor é uma das possibilidades para viabilizar a publicação, mas não há uma fórmula única: “Cada livro é analisado caso a caso: qual o potencial de venda, como cobrir os custos mais básicos e diminuir os riscos”, explica.  Talvez parte do sucesso da 7Letras resida nesta maneira singular, diferenciada, quase artesanal de tratar cada um de seus títulos.  

Comentários:
 
 Parabéns
Escrita em 08/009/10 por Guest
Todos os editores deveriam pensar assim

 Gente séria
Escrita em 08/009/10 por Guest
Gente séria penas assim, não quer lucro rápido e apoia os artistas

 Muito legal.
Escrita em 08/009/10 por Guest
Apoiar os artistas novos é apostar no futuro. Parabéns.

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