O mercado musical está se reconstruindo
Escrita em 12/001/10 por admin
TecnologiaPara o produtor, o investimento em software no Brasil esbarra em limites como alto preço, dificuldade e impossibilidade de encontrar plugins à venda nas lojas e suporte deficiente. “Algumas marcas têm dado sinais de querer melhorar a situação, o que não seria mais do que a obrigação num mercado tão musical quanto o nosso”, diz.


Procurando independência?

Para Dalmo Medeiros, montar um estúdio profissional de gravação em casa, apesar de demandar um investimento financeiro, é uma excelente alternativa de independência para produtores e artistas. “O momento no mercado musical é de transição: acredito que a venda de música na internet continuará crescendo. Há várias discussões que estão tomando corpo, uma delas sobre a arrecadação de direitos autorais, encampada pelo Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição)”, lembra o produtor.





Neste cenário, o custo de um home studio varia: a partir de R$ 4 mil (para aqueles que já possuem computador adequado) até cifras que ultrapassam R$ 100 mil. É o valor aproximado gasto pelo produtor musical Paulo Steinberg que, diante dos investimentos, recusa-se a pertencer à nomenclatura de home studio. “Montei um estúdio em casa, mas ele não é caseiro, é profissional, de ponta, como os melhores montados fora de casa”, garante. Só no sistema de gravação, o Pro Tools HD, foram desembolsados cerca de R$ 40 mil. Fora computadores (um deles Mac), acústica, mesa de som, microfone, softwares e monitores. Entre os produtores, o Pro Tools é o mais popular entre os que pretendem se equiparar aos grandes estúdios. “O investimento deve ser calculado. Naturalmente, o produtor deve avaliar se terá retorno para o que será investido e isso tem a ver com a qualidade e o volume de trabalho”, observa Steinberg, no ofício de produção musical há 17 anos.



“Hoje, um home studio nem é exatamente um espaço ou um equipamento. Podemos usar até mesmo um celular ou um site para produzir. Então, a viabilidade reside na disposição do produtor para estudar, conhecer e dominar o uso da tecnologia disponível. Conhecer os conceitos pode ser melhor do que simplesmente dominar um programa, porque permite que o usuário se atualize, ficando em dia com todas as novidades que vã o surgindo.”
Izecksohn



No Pro Tools, o mais básico dos sistemas permite que 18 trilhas de som sejam gravadas simultaneamente. É o mesmo que gravar uma banda de 18 instrumentos na qual cada instrumento teria microfone e canal próprio no software. A conversão e o processamento digital do som são executados por diversos tipos de hardware. O primeiro é a chamada interface de áudio – como uma placa de som externa, que converte sinais analógicos de áudio a sinais digitais que o computador seja capaz de compreender. Na parte de trás da interface de áudio, o usuário encontra entradas para microfones, guitarras elétricas, controladores de MIDI. A menor das interfaces de áudio do Pro Tools é pouco mais que um cartão de memória flash. Sistemas da linha Pro Tools HD vêm com cartões PCI internos que reforçam o poder de processamento da máquina. Podem-se construir sistemas com cartões de aceleração, que tornarão mais rápido o software Pro Tools quando ele tiver de aplicar efeitos a dezenas de trilhas simultaneamente. A superfície de controle é o componente final do sistema Pro Tools. Há ferramentas práticas para o acesso a todas as funções do software. No caso do Pro Tools, tudo pode ser controlado com o mouse e com o teclado, mas as superfícies de controle deixam todos os controles ao alcance das mãos. O primeiro sucesso totalmente gravado em hard disk (sem fita) foi feito a partir do Pro Tools: ‘Living’ La Vida Loca’, de Ricky Martin.

Outras notícias e comentários adicionais estão disponíveis em: Fazer e Vender Cultura
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores.