Mora na tecnologia
Escrita em 07/001/10 por admin
TecnologiaNem só a pirataria singra os mares nunca dantes navegados da música digital. Se periga um dedinho nervoso no download custo zero abalroar esquadras, também pode uma mão de pianista teclar os instrumentos da criação, da composição, da mixagem, da pós-produção e – até – da divulgação de um trabalho musical completo. Nessa batalha naval imaginária, a tecnologia do home studio é ponto para Amyr Klink, o navegador solitário.

“Num quarto de 4x4 metros você consegue criar uma ambiência de gravação, com os vários timbres de instrumentos de uma orquestra à sua disposição. As possibilidades são amplas: faz-se uma sinfonia com os recursos disponibilizados hoje em dia”, festeja Dalmo Medeiros (do MPB-4), também produtor musical e dono de uma produtora de trilhas sonoras.

A montagem de um estúdio caseiro de gravação seduz pela dupla Autonomia & Economia, cujo segredo do sucesso está no bom repertório de softwares musicais ágeis e na afinação das placas de som.



Feito em casa

O pioneiro navegador dessa maré entre nós foi Antonio Adolfo.
Pianista e arranjador, ele lançou por conta própria o álbum Feito em casa, em 1977.
O disco (sim, vinil), marco da produção independente brasileira, chegou às lojas e aos palcos após um processo totalmente artesanal. Da gravação à embalagem.
E continua ótimo, até hoje.




Faça você mesmo



A estação de trabalho Pro Tools é o antonio-adolfo do mundo músico-digital: software e hardware próprios, excelência, uma grande variedade de componentes internos e externos trabalhando em cooperação. O sistema de gravação, edição e mixagem está disponível em três níveis: Pro Tools HD (para o mercado corporativo, com dezenas de processadores, a custo médio de R$ 90 mil), Pro Tools LE (para home studios avançados e médios, custo entre R$ 2 mil e R$ 5 mil) e Pro Tools M-Powered (para home studios em geral; com valor aproximado de R$ 1 mil, só roda em placas de som M-Audio, do mesmo fabricante). De acordo com produtores musicais atuantes no mercado, o Pro Tools 8 deu um salto de qualidade em relação às versões anteriores, tornando-se muito mais musical. É a primeira versão com editor de partituras (o Sibelius) e mais um editor MIDI completo, intuitivo e funcional.

Mas o produtor e professor da escola de produção musical Home Studio, Sérgio Izecksohn, lembra que “os concorrentes tradicionais têm as mesmas funções do Pro Tools: gravador de áudio multipista, sequenciador MIDI, mesa de mixagem, efeitos e instrumentos virtuais, automação e compatibilidade com plugins. São eles o Cubase, Nuendo, Sonar, Logic, Live e Digital Performer. A diferença é que rodam em placas de som de inúmeros fabricantes. O custo é equivalente ao do Pro Tools M-Powered. A escolha, hoje, é mais uma questão de gosto”.

De acordo com Izecksohn, “inúmeros produtores usam versões de softwares encontrados na internet, principalmente versões atuais do Sonar, do Cubase/Nuendo, do Live e do Logic e antigas do Pro Tools. Elas também funcionam. Neste caso, o investimento é limitado ao computador (Windows ou Mac), placa de som, microfones, monitores e controlador MIDI. Muitos também investem em mesa ou pré-amplificadores. E alguns investem em acústica, o item mais caro para o bom desempenho de um home studio”.

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