LED – da janelinha para os telões
Escrita em 10/005/10 por admin
Som
O LED começou sua carreira nos anos 60 como uma espécie de figurante: como emitia luz (fraca, é verdade) sem aquecer demais, ele era utilizado em computadores, brinquedos, controles remoto, relógios digitais para indicar se o equipamento estava ligado, ou não.

Foi graças ao tempo – e à pesquisa científica – que os LEDs romperam o ostracismo para brilhar com muito mais intensidade e cor em inúmeras aplicações. Dos megapaineis de imagens à novíssima geração de televisores, passando por cenários, roupas e instrumentos. Até as cuícas da escola de samba Beija Flor estavam acompanhadas pelo LED, no carnaval carioca de 2010.

O iluminador Cesar de Ramires, da Companhia da Luz, acompanhou a trajetória do astro: “Mudou completamente a perspectiva. Se antigamente você precisava de pouca luz para os projetores de vídeo, os paineis de LED, ao contrário, são utilizados de dia, ao ar livre.” Eles são parte importante em eventos grandiosos como as cerimônias de abertura e fechamento das Olimpíadas, e certamente serão vistos na Copa do Mundo da África do Sul.

Ramires avalia que, como toda nova tecnologia, há um momento inicial de entusiasmo, quando a tecnologia é usada de maneira indiscriminada, como um modismo. “Passada essa primeira fase, a tecnologia passa a se adaptar às nossas necessidades, e não o contrário”, afirma o profissional.

Com a evolução no processo de fabricação dos LEDs, eles passaram a produzir cores mais vibrantes. Usando um controle de alta precisão é possível emitir diferentes tonalidades de cor. O problema é que para obter esse efeito, como nos tons de verde e azul, são necessários minerais como, por exemplo, cristais de safira. Estão adiantados os estudos para baratear a fabricação de LEDs, utilizando o silício como principal componente. A intenção é que, em futuro próximo, essa tecnologia chegue ao uso doméstico.

Sobre o custo desse recurso na produção de eventos, Ramires avalia: “Sim, o custo inicial é mais alto, mas esse valor acaba diluído com o tempo. Da mesma forma que no uso doméstico uma lâmpada fluorescente é mais cara, mas dura muito mais”.  


LED (do inglês Light Emitting Diode) é componente eletrônico que emite luz. Em termos mais técnicos, é um diodo, o mais simples tipo de semicondutor. Não possuem filamento e por isso não queimam, tendo maior durabilidade. A estimativa é que uma lâmpada incandescente tenha vida útil de 20 mil horas contra 55 mil de um LED. A maior parte de sua energia é utilizada para gerar luz e não calor; por isso é mais econômico. Para se ter uma ideia da diferença, uma lâmpada incandescente gasta apenas 10% da energia para produzir luz – os 90% restantes geram calor.  


Existem LEDs com uma  variada gama de potências. Os mais fraquinhos são utilizados principalmente em decoração, painéis e cenários.  Os mais fortes são empregados em refletores ou  podem ser utilizados em fundos de palco para shows - a chamada Cortina de Leds-, cujo módulo padrão tem  24 m2 ( 6mx4m) e carrega 250 LEDs super-brancos e 250 RGBs, e que, quando conectado numa mesa padrão DMX  permite produzir 256000  tonalidades de cores. São fáceis de instalar e,  de quebra,  ainda ajudam a esconder aquela barafunda de fios, cabos e caixas comuns nos bastidores e visíveis da platéia. O módulo padrão custa em torno de R$ 3.800,00 e uma mesa de controle DMX básica em torno de R$ 380,00.

Nos palcos os LEDs são uma revolução. Primeiro porque demandam muito menos potencia  e podem, por isso, utilizar fiação mais leve . Depois porque, sem aquecer tanto, os refletores podem ser muito mais compactos.  Cada um pode ser programado num pequeno  menu com display, no corpo do refletor  para,  por exemplo, definir cores, piscar com o ritmo da  música ou comandar outros refletores como slaves. Existem conjuntos próprios para ribalta, para substituir lâmpadas PAR, frésneis ou dicróicos e podem ser utilizados com equipamentos moving heads. Para usos mais sofisticados,  são facilmente controlados à distância, com mesas DMX, programada por software – Sunlite e LumiDesk, por exemplo.  

E o LED, de qualquer cor, ainda é verde: na sua fabricação não se utilizam componentes tóxicos como o mercúrio e o sódio, tornando seu descarte mais limpo e ecológico.








As camisetas de leds já estão no mercado por cerca de R$ 50,00. E piscam conforme a música.


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